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SOBRE AIKIDO

Aikidoaikidô ou aiquidô[Nt 1][1][2] (em japonês: 合気道, transl. aikidō) é uma arte marcial criada no Japão na década de 1940 pelo mestre Morihei Ueshiba(18831969), a quem os praticantes desta arte respeitosamente chamam Ô-Sensei (“grande mestre”) ou fundador (a expressão sensei quer dizer aquele que sabe).
O fundador do aiquidô [3] nasceu no Japão no dia 14 de Dezembro de 1883 e faleceu em 26 de abril de 1969. Durante a infância, presenciando com frequência malfeitores espancarem seu pai por problemas políticos, decidiu fazer-se forte para poder se vingar. Tornou-se mestre em vários estilos de jiujutsu, espada elança, mas, apesar de suas impressionantes capacidades físicas e marciais, sentia-se insatisfeito. Voltou-se para o estudo religioso, na esperança de encontrar um significado mais profundo para a vida e, pela combinação de seu treino com suas ideologias religiosas e políticas, criou a moderna arte marcial AIKIDO. Ueshiba decidiu-se pelo nome AIKIDO em 1942 (antes ele a denominou aikibudo e aikinomichi).
Ueshiba concebeu o aiquidô a partir da sua experiência com dezenas de artes marciais, sendo as principais o Daito-ryu aikijujutsu, com sensei Sokaku Takeda, okenjutsu (técnica da espada) e o jojutsu (técnica do bastão curto), sendo outro de seus mestres Onisaburo Deguchi, líder da seita Oomoto-kyo, no Japão. Seus sucessores principais foram Kishomaru Ueshiba (1921 – 1999) e Moriteru Ueshiba (1951), descendentes e herdeiros.

Denominação

O termo aiquidô é composto por três caracteres kanji:

  • Ai : harmonia 合
  • Ki : energia 気
  •  : caminho 道

Em tradução livre, “caminho da harmonização das energias”.

O termo  pode ser achado no judô ou no kendo, ou na arte da caligrafia (shodō) ou do arranjo de flores (kadô). O termo aiki refere-se ao princípio da luta de absorver o movimento dos atacantes para controlar suas ações com o mínimo esforço. Se inspira no tao ou o todo ou o caminho, não se admitindo competição e onde o treino procura desenvolver sentimentos de fraternidade e cooperação. Baseia-se em movimentos fluidos e circulares. Além das técnicas de mãos vazias, os treinos também podem incluir armas: bokken ou bokutô (espada de madeira),  (bastão curto) e tanken ou tantô (faca de madeira).

  • Em combate, não há o costume de recuar.
  • Se o adversário puxa o aiquidoca, este o empura e logo o gira.
  • Se o adversário avança, o aiquidoca o gira e tão logo o puxa.
  • Se especializa em torções dos membros superiores, bem como mãos e dedos, além de desequilíbrios.

Na sua teoria espiritual, parte fundamental da luta, o aiquidô busca a harmonia dos seres com uma energia universal chamada Ki, comum às práticas zen e à ioga. Este termo não tem uma tradução estrita para oportuguês, podendo denotar diversos conceitos: respiração, sopro vital, espírito, energia ou intenção (nas imagens quem está aplicando a técnica é denominado tori ou nage e quem sofre a aplicação é chamadouke).

Estilos principais

Tachiwaza nikkyo omote ou “técnica em pé, segundo princípio, forma frontal”.

Projecção.

Conforme sucedeu com outras artes marciais japonesas, depois que o fundador faleceu (sendo a figura unificadora), fatores internos levaram à fragmentação da modalidade e, assim, hoje a arte possui alguns estilos, a maioria criados por antigos alunos de O-Sensei. Por outro lado, alguns apontam que o aiquidô não possui estilos verdadeiros, eis que o próprio fundador admitia que os instrutores ensinassem conforme seu entendimento. [carece de fontes]

  • Aikikai – É o pricipal estilo. Está relacionado à Fundação Aikikai no Japão encabeçada pelo Doshu (“mestre do caminho”) Moriteru Ueshiba, neto do Fundador. Em caráter global, o estilo é representado pela International Aikido Federation (IAF). Diferentemente de outras escolas, no Aikikai cada mestre busca sua própria interpretação do aiquidô. Isso reflete em uma grande diversidade técnica dentro da organização, do “estilo”. De qualquer maneira, a técnica é sempre fluída e não há competições de nenhuma forma.
  • Iwama – (conhecido como Iwama Ryu ou, mais recentemente, Iwama Juku) – Trata-se de um nome informal para o estilo de aiquidô ensinado por Morihei Ueshiba no dojo de Iwama no período do pré-Guerra. É comumente utilizadado para descrever a forma praticada por Morihiro Saito, um dos discípulos que estudou por mais tempo diretamente com O-sensei (de 1946 até 1969). O estilo de Iwama inclui um estudo combinado do Aiki-Jo (bastão), do Aiki-Ken (espada) e do Tai-jutsu (técnicas de mãos livres). Podemos encontrar praticantes do Iwama-ryu dentro e fora da fundação Aikikai. A maior organização independente do estilo é a Iwama Shin-Shin Aiki Shuren-kai, encabeçada por Hitohiro Saito, filho de Morihiro Saito.
  • Shin Shin Toitsu Aikido – também conhecido como Ki-Aikido, linha fundada por Koichi Tohei com base em seus estudos com o mestre Tempu Nakamura (fundador do Shin Shin Toitsu Do, ou caminho da unificação mente-corpo). Este sistema peculiar é caracterizado por técnicas muito sutis e fluidas, com ênfase no desenvolvimento da energia (ki).
  • Shodokan – também conhecido como Tomiki Aikido. Fundado pelo mestre Kenji Tomiki, o Shodokan Aikido é o único estilo que permite a competição, sendo uma mistura da forma original com o método de ensino do judô moderno. Incorpora várias formas de desequilíbrio, esquiva, golpes, torções, arremessos, rolamentos e giros no seu repertório técnico. Ele ensina desde técnicas tradicionais até técnicas desenvolvidas para o meio competitivo. O Shodokan engloba kata, treino livre, competição e defesa pessoal. A participação em competições não é obrigatória.
  • Yoshinkan – fundado por Gozo Shioda possui ênfase na eficiência em combate devido à qual é frequentemente visto como um estilo duro (hard style) em alternativa aos estilos concentrados na fluidez, estética e espiritualidade. É ensinado à polícia municipal de Tóquio.
  • Shin’ei Taido – criado pelo sobrinho do fundador, sensei Noriaki (Yoichiro) Inoue (19021994).
  • Korindo – criado por Minoru Hirai, antigo discípulo do Fundador no Aikikai Hombu Dojo em Tóquio. Foi esse mestre também o responsável pela criação do nome daarte marcial, quando em 1942 foi delegado da instituição perante o Butoku-kai.

Etiqueta

O motivo pelo qual se usa a calça Hakama reside no fato de que por suas sete pregas tem-se a representação das sete virtudes do Samurai, das quais uma é a Etiqueta (respeito), pelo que um aiquidoca deve dar muita atenção à etiqueta, principalmente dentro de um dojô.

O atual Doshu (Do= caminho; Shu= mestre), Moriteru Ueshiba, pratica o Cha No Yu (cerimônia do chá), que é em essência a prática da etiqueta.

Cada dojô tem suas peculiaridades sobre etiquetas e protocolos, mesmo no Japão, mas alguns comportamentos são mais claros a todos japoneses do que aos ocidentais não iniciados:

  • Ao adentrar e ao sair do dojô e do tatame, fazer reverência em direção ao Kamiza (altar Shintoísta) – Quando estiver entrando, a reverência representa seu sentimento de solicitação, de humildade. Quando estiver saindo, representa seu sentimento de gratidão.
  • Ao começar e terminar o treino, fazer reverência em Seiza (ajoelhado) ao Kamiza e ao Shidoin (instrutor).
  • Ao início e ao término da prática a dois, fazer uma reverência ao parceiro de treino. – Ao início pode-se dizer Onegai Shimasu (por favor), ou, mais formalmente Onegai Itashimasu. Ao término, pode-se dizerArigatou Gozaimashita (Muito Obrigado), ou, mais formalmente, Domo Arigatou Gozaimashita.
  • Quando o Sensei (mestre) ou Shidoin (instrutor) estiver lhe dando orientações, permanecer na posição de Seiza (ajoelhado) e após o término, agradecer com uma reverência. – Permanecer nessa posição denota humildade para receber os ensinamentos, enquanto permanecer em pé seria como conversar com um colega.
  • Se precisar pedir instruções ao Sensei, não o chame. – Dirija-se ao Sensei para lhe pedir a instrução. Lembre-se que para o Samurai o discípulo é quem deve servir a seu mestre.
  • Pague a mensalidade em dia. – Aos olhos ocidentais, esta regra pode parecer materialista, mas a mensalidade é uma adaptação moderna do envelope que os discípulos depositavam no kamiza após o treino, como forma de agradecimento aos ensinamentos passados.
  • Não cruzar os braços dentro do Dojo.– No Japão, cruzar os braços é um sinal de desavença.
  • Não arregassar as mangas dentro do Dojo – No Japão, arregaçar as mangas é um sinal de desavença. Se não houver jeito, arregaçar as mangas para dentro.
  • Manter o Dogi (Do = caminho; Gi= vestimenta) em ordem. – Mantê-lo sempre limpo, bem-passado, com o Obi (faixa) alinhado e o paletó adequadamente fechado são sinais de disciplina.
  • Quando estiver no tatame, não apoiar as costas nas paredes.– Essa regra existe tanto pela questão disciplinar, quanto pelos aspectos marciais.

Principais técnicas

Técnicas de rolamento

O-Sensei Morihei Ueshiba dizia “caímos sete vezes e nos levantamos oito”. Por ser basicamente um budô sem kumite, treina-se metade do treino como Tori (ou Nage, aquele que aplica o golpe, que se defende) e metade como Uke (aquele que recebe o golpe, que faz o ataque).

Por isso é essencial o eterno desenvolvimento não só das técnicas de Tori, mas também das técnicas de Uke, que incluem as técnicas de rolamento, ou quedas, ou ukemi (em japonês: 受身?).

Filosoficamente, o espírito de “cair sete vezes e se levantar oito” representa os momentos em que as quedas na vida são inevitáveis. Nesses momentos o aiquidoca deve saber como se comportar durante a queda inevitável, preservando seus pontos vitais e também como erguer-se posteriormente.

Nas técnicas, representa o fato de que após as quedas o Uke não fica estendido ao chão, mas levanta-se utilizando a própria cinética da queda. Para tanto, o uke deve treinar intensamente essas quedas individualmente previamente para que quando for utilizá-las, as quedas sejam mais fluidas e mais eficazes. Daí porquê nos levantamos oito vezes.

  • Ushiro Hanten Ukemi – meia-queda para trás
  • Ushiro Kaiten Ukemi – queda completa para trás
  • Mae Kaiten Ukemi – queda completa para frente
  • Yoko Kaiten Ukemi – queda completa lateralmente
  • Yoko Hanten Ukemi – meia-queda lateralmente

Técnicas de ataque

Tanto as técnicas de ataque, quanto as de defesa, derivaram dos movimentos da espada. À época em os samurais ainda eram classe dominante no Japão, estes deveriam portar sempre duas espadas, uma faca, um leque e uma calça (hakama), tal como um homem ocidental hoje veste um terno com gravata. Dessa forma, independentemente de ele saber manejar habilmente uma espada, portaria as duas espadas e os estilos de Kobudô (os diversos estilos de Bujutsu) foram formados em uma sociedade militar que convivia diariamente com a espada.

As técnicas de segurar os pulsos eram bastante comuns para evitar o saque de uma espada ou para desarmar um oponente.

Filosoficamente, a modalidade não se utilizam falsos ataques, pois a intenção de um aiquidoca deve ser sempre sincera e precisa, devendo ter em mente que quando está treinando na posição de uke, ainda está treinando, e por isso tem que manter o mesmo espírito e princípios durante o treino inteiro.

Por essa razão que no Kihon Waza (treino básico) não há imposição de resistência contra o Nage (assim como não há resistência do Nage contra o Uke), não há técnicas de chute (assim como o Nage também não desfere chutes contra o Uke), a não ser que o Shidoin (instrutor) solicite um treino dessa forma (Oyou Waza).

A inicitiva do movimento parte do nage e, portanto, treina-se Kihon Waza com os ataques em início. Assim, deve-se encarar que as técnicas de ataque seriam apenas o começo de um ataque completo e um uketentando resistir à defesa contra um katate tori, por exemplo, seria como se o ataque terminasse no agarramento ao pulso, que na verdade seria a inicitiva de um outro ataque, como um atemi ou mesmo um golpe de nage.

Basicamente todas as técnicas de ataque de pé (Tachi Waza) possuem sua variação com ambos Uke e Nage ajoelhados (Suwari Waza) e com Uke em pé e nage ajoelhado (Hanmi Handachi), além das técnicas com múltiplos Uke (Futari Gake, dois Uke; San Nin Gake, três pessoas; Yon Nin Gake, quatro pessoas,…), técnicas de bukiwaza (armas), que podem ser com ambos munidos de armas (Kumi Tachi e Kumi Jo) ou com apenas o Uke munindo armas (Tachi Dori, Jo Tori e Tanto Dori) e as técnicas mistas, com mais de um ataque combinado.

A palavra Tori tem a variante Dori conforme a palavra precedente e também pode ser escrita com o Kanji (ideograma) Mochi, com um significado mais sutil em relação ao Tori, que teria um tom mais agressivo comparativamente.

Mae Waza (ataques pela frente)

Um dos princípios do aiquidô é o Zanshin, o espírito sempre alerta. Dessa forma o aiquidoka tenta sempre manter seus Uke ao alcance de sua visão.

  • Shomen Uti – “ataque reto”. No Kihon Waza treina-se Shomen Uti, com mais(distância) a meia-distância, deslocando-se em direção ao Nage desferindo-lhe um golpe com a faca da mão, partindo o ataque do topo da cabeça em direção ao topo da testa do Nage. Como variação, pode ser utilizado para descrever qualquer ataque que venha em direção reta ao Nage, tal como o Mae Geri (chute reto).
  • Yokomen Uti – “ataque lateral”. No Kihon Waza treina-se Yokomen Uti, com maai(distância) a meia-distância, deslocando-se lateralmente ao Nage desferindo-lhe um golpe com a faca da mão, partindo o ataque do topo da cabeça em direção à região parietal do Nage. Como variação, pode ser utilizado para descrever qualquer ataque que venha em direção lateral ao Nage, tal como o Mawashi Geri (chute circular) .
  • Ai Hanmi Katate Dori – também chamado de Kosa Dori . Com Maai a média distância, o Uke se desloca em posição de Hanmi (com corpo lateralmente exposto) e segura, com a mão do mesmo lado que o pé à frente, o pulso do nage em posição de saque de espada (mão exposta à frente mais próxima ao pé do lado oposto ou ao centro do corpo).
  • Gyaku Hanmi Katate Dori – também chamado simplesmente de Katate Dori . Com Maai a média distância, o Uke se desloca em posição de Hanmi (com corpo lateralmente exposto) e segura, com a mão do mesmo lado que o pé à frente, o pulso do nage em posição de kamae (mão exposta à frente mais próxima ao pé que está à frente).
  • Katate Ryote Dori ou Morote Dori – Com Maai a média distância, o Uke se desloca em posição de Hanmi (com corpo lateralmente exposto) e segura, com ambas as mãos, o pulso do nage em posição de kamae (mão exposta à frente mais próxima ao pé que está à frente).
  • Ryote Dori – Com Maai a média distância, o Uke se desloca em posição de Hanmi (com corpo lateralmente exposto) e segura os dois pulsos do nage em posição de kamae (mão exposta à frente mais próxima ao pé que está à frente).
  • Kata Sode Tori – “Manga proximal do Nage”. Também chamado de Oku Sode Tori (quando se referir à parte mais distal da manga do Nage) ou simplesmente de Kata Dori (Ombro do Nage). Com Maai a média distância, o Uke se desloca em posição de Hanmi (com corpo lateralmente exposto) e segura, com a mão do mesmo lado que o pé à frente, a manga do nage em posição de kamae (mão exposta à frente mais próxima ao pé que está à frente).
  • Muna Dori – “peito do Nage”. Variação do Kata Sode Tori, segurando a gola do Dogi do Nage ao envés da manga. Este ataque é executado pensando-se em um Shime (estrangulamneto) ou em conjunto com o Kata Sode Tori para executar um Nage Waza (técnica de projetar, derrubar).
  • Shomen Tsuki – “soco reto”, também chamado de Choku Zuki , no sentido de estocada. Com Maai a média distância, o Uke se desloca em posição de Hanmi (com corpo lateralmente exposto) desferindo um soco reto em direção ao ventre do Nage. Uma de suas variações chama-se Men Tsuki, o soco em direção ao rosto e outra chama-se Muna Tsuki, o soco em direção ao peito.

Ushiro Waza (ataques pelas costas)

Embora se treine manter o Uke na linha de visão, no aiquidô também se treinam técnicas com os ataques vindos pelas costas para o desenvolvimento da sensibilidade. Em Dojo (local de treino) em que haja espelhos, deve-se treinar sem olhar para eles ou se perde o sentido de se treinar Ushiro Waza.

Os ataques podem ser realizados em I-Dori , com o Nage parado aguardando o golpe vir pelas costas, ou em Awase , quando o Uke tenta completar um ataque pelas costas, mas o Nage se movimenta de forma a não deixar o ataque vir pelas costas.

  • Ushiro Katate Tori – “segurar o pulso do nage pelas costas”. Também chamado de Ushiro Ryo-katate Dori (segurar ambos os pulsos do nage pelas costas), ou de Ushiro Ryo-Katate-kubi Tori (Te-Kubi seria a palavra mais exata para pulso, enquanto Te seria apenas mão). Com Maai a média distância, o Uke se desloca em posição de Ushiro(com corpo atrás do Nage) e segura os dois pulsos do nage, segurando primeiramnete o pulso mais próximo.
  • Ushiro Kata Dori – também Ushiro Ryo-Kata Dori . Com Maai a média distância, o Uke se desloca em posição de Ushiro(com corpo atrás do Nage) e segura as duas mangas do nage, à altura dos ombros, segurando primeiramente a manga do lado mais próximo.
  • Ushiro Muna Dori – também Ushiro Katate Muna Dori , Ushiro Kubi Shime e Ushiro Katate Kubi Shime . Com Maai a média distância, o Uke se desloca em posição de Ushiro(com corpo atrás do Nage) e segura um pulso do nage e com o outro ante-braço envolve o pescoço do nage (quando Kubishime) ou faz, com este ante-braço um estrangulamento utilizando a gola da frente do nage (quando Muna Dori), segurando primeiramente o pulso do lado mais próximo.
  • Ushiro Eri Tori – Com Maai a média distância, o Uke se desloca em posição de Ushiro(com corpo atrás do Nage) e segura a gola de trás do Nage.
  • Ushiro Kakae Dori – “abraçar por trás”. Com Maai a média distância, o Uke se desloca em posição de Ushiro(com corpo atrás do Nage) e abraça o uke na altura do tronco, envolvendo também seus braços. A Variação com o abraço direto no tronco, passando por baixo dos braços do Nage chama-se Ushiro Koshi-Kakae Dori .

Posturas

As 3 posturas básicas do aiquidô também vém das posturas da espada, com os pés na posição de L, sendo o pé que está à frente correspondente ao mesmo lado da mão que está à frente e alinhando umbigo, mão, dedão do pé e posição do olhar. São elas:

  • Chudan no Kamae – posição das mãos à meia-altura.
  • Jodan no Kamae – posição das mãos à altura da visão.
  • Gedan no Kamae – posição das mãos em direção ao chão.

Técnicas de movimentação

Dividem-se em Ashi SabakiTai SabakiTe sabaki e Me Tsuke. O ideograma de Sabaki representa uma costureira cortando um tecido com sua tesoura. Da mesma forma o sabaki deve ser executado em um movimento só.

  • O aiquidoca deve vislumbrar o caminho a ser percorrido pelo sabaki e executá-lo em um tempo, tal qual a costureira traçando seu caminho com a tesoura.
  • Didaticamente ensina-se os Shoshinsha (iniciantes) passo-a-passo, mas deve-se ter em mente que após aprender o movimento, deverá executá-lo em um tempo.
  • Undo significa exercício.

Ashi Sabaki

“Movimento das pernas”, também chamado de Un-soku (sensação das solas dos pés). Consiste no treino focado na movimentação dos pés.

  • Tsugi Ashi Undo – “pés deslizantes”. Partindo da posição de kamae, o pé que está à frente é deslizado um passo à frente e o segundo pé se aproxima, voltando à posição inicial.
  • Okuri Ashi Undo – “pés que empurram”. Partindo da posição de kamae, o pé que está atrás é deslizado meio passo em direção ao pé que está à frente e então outro pé se desloca à frente, voltando à posição inicial.
  • Ayumi Ashi Undo – “pés naturais”. Entende-se como os passos dados de forma natural, considerando o caminhar do samurai. Um passo é dado por vez, alternando-se os pé que estão à frente, mas voltando sempre à posição de kamae a cada passo.
  • Shikko – Equivalente ao Ayumi Ashi em Suwari Waza. Do Kamae ajoelhado, caminha-se erguendo-se os joelhos e alternando-se o joelho que está à frente.

Tai Sabaki

Movimentação do corpo. Está ligado à movimentação do Tanden (região abaixo do umbigo, também chamada de Ponto Um, Saika Tanden, Saika no Itten, Kangen ou de Hara (barriga)).

  • Irimi Undo
  • Ten Shin Undo
  • Ten Kan Undo também chamado de Ten Kai
  • Kaiten Ashi Undo também chamado de Mawashi Ashi e de Kaiten Mawashi
  • Irimi Tenkan Undo também chamado de Zen Poko Hou Tenkan
  • Sai Undo

Te Sabaki

Movimentação das mãos.

Me tsuke

Posição do olhar.

Técnicas de Defesa

Formas Omote e Ura

Basicamente todos os golpes podem ser executados na forma Omote Waza e Ura Waza. Estes conceitos podem variar, mas estão ligados aos conceitos de Yin e Yang. Algumas das definições são:

  • Omote Waza – quando o nage se move pela frente do uke; quando o nage, após executar o golpe, moveu-se para frente de onde estava incialmente; quando o nage executa um movimento reto; quando o Nage executa um movimento incisivo, ativo; quando o movimento é correto.
  • Ura Waza – quando o nage se move por trás do uke; quando o nage, após executar o golpe, voltou sua frente para trás de onde estava inicialmente; quando o nage executa um movimento redondo; quando o nage executa um movimento receptivo, mais passivo; quando o movimento é de contra-golpe.

Osae Waza

  • Técnicas de imobilização
    • Dai Ikkyo – No Brasil a gramática foi prejudicada em função da didática e é escrito como Dai Ichi Kyo. Antes da Segunda Guerra, seu nome era Ude Osae. No Yoshinkan é chamado de Ikkajo.
    • Dai Ni Kyo – Antes da guerra, seu nome era Kote Mawashi. No Yoshinkan é chamado de Nikkajo. Consiste na torção para baixo do pulso do Uke.
    • Hiji gime – variação do Dai Ni Kyo, com alavanca aplicada ao cotovelo do uke.
    • Dai San Kyo – Antes da Segunda Guerra era chamado de Kote hineri. No Yoshinkan é chamado de Sankajo. Consiste na torção para cima do pulso do Uke.
    • Dai Yon Kyo – Antes da Segunda Guerra era chamado de TeKubi Osae. Consiste na torção aliada à pressão no pulso do Uke.
    • Dai Go Kyo

Nage Waza

  • Técnicas de projeção
Shiho Nage

Técnica: Shiho Nage é a técnica de projeção na qual o Tori encaixa suas duas mãos em um dos pulsos do Uke, fazendo um giro com o corpo de 180 graus , elevando o braço do Uke dobrado com o cotovelo acima de sua cabeça e derrubando-o com a condução de seu pulso em direção ao chão.

Simbologia: A tradução literal de Shi-Ho seria “as quatro direções”, mas de acordo com Stevens,J., Shiho também seria olhar para o mundo em todos os seu aspectos, considerar as coisas em todos os seus ângulos, e ser capaz de se mover em qualquer direção necessária, representando as diferentes virtudes: leste, o conhecimento; sul, o crescimento; o oeste, a liberação; e o norte, a força.

  • Irimi Nage
  • Kaiten Nage
  • Kote Gaeshi
  • Kokyu Nage
  • Sumi Otoshi
  • Aiki Otoshi
  • Koshi Nage
  • Kubi Ate Mae Kokyu Nage
  • Ago Ate
  • Tenchi Nage
  • Juji Garame

Notas

  1.  O termo “aiquidô” é a forma dicionarizada da língua portuguesa; a forma “aikido” trata-se de transliteração/romaji.
    Wikcionário
    Wikcionário possui o verbeteaiquidô

Referências

  1.  aiquidô significado aiquidô tradução Dicionário (em português) Acesso em 14.dez.2010.
  2.  aiquidô (nome) – MorDebe (em português) Acesso em 14.dez.2010.
  3.  AIKIDO (em português) Acesso em 14.dez.2010

Bibliografia

  • Bull, Wagner. Aikido O Caminho da Sabedoria – Dobun, História e Cultura. Editora Pensamento, 2004.
  • Bull, Wagner. Aikido O Caminho da Sabedoria – A Teoria. Editora Pensamento, 2004.
  • Bull, Wagner. Aikido O Caminho da Sabedoria – A Técnica. Editora Pensamento, 2004.
  • Bull, Wagner. Takemussu Aiki- Editora Pensamento, 2007.
  • Ueshiba, Moriteru. Progressive Aikido: The Essential Elements, Hardcover
  • Ueshiba, Kisshomaru. A arte do Aikido. Editora Pensamento-Cultrix, 2006.
  • Ueshiba,Kisshomaru. The Spirit of Aikido
  • Ueshiba, Kishomaru e Moriteru. O melhor do aikido – os fundamentos. Cultrix
  • Bull, Wagner. Aikido-Manual Técnico – Editora Pensamento, 2000.
  • Imoto, Luciano. Aikido, A Metafísica do Combate. São Paulo, Ícone Editora, 2007.
  • Moon, Richard. Aikido em Três Lições Simples. Editora Pensamento-Cultrix, 2006.
  • Ratti, Oscar – Westbrook, Adele. Aikido e a Esfera Dinâmica. Madras Editora, 2006.
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